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A escolha da Tela de Projeção

Este artigo é exclusivamente dedicado aos usuários atuais ou futuros de projetores de vídeo.

 

A escolha desses aparelhos costuma ser um procedimento simples e direto. Comparamos as principais especificações, recursos e preços das marcas e modelos disponíveis. Contrastamos isso com nossas necessidades e estamos aptos para estabelecer, com certa facilidade, a relação custo/benefício dos aparelhos pesquisados. E assim, escolher o que precisamos. Ou o que podemos. Embora escolher a tela possa ser aparentemente ainda mais simples que escolher o projetor, de fato não é.

Provavelmente a maioria dos especialistas concorda que a qualidade final da imagem obtida depende crucialmente do uso de uma tela bem adequada para cada caso. Nesse sentido, selecionar uma tela adequada é essencialmente o processo de considerar, com critérios, uma série de fatores, todos relacionados com as características próprias da sala onde projetor e tela serão instalados. E a partir dessas considerações, determinar o que é realmente apropriado.

Quais são os fatores a considerar para todos os casos é o assunto desta matéria.

1. PROJEÇÃO FRONTAL OU TRASEIRA

Antes de qualquer outra coisa precisamos decidir se a projeção será frontal ou traseira.

Uma das coisas que mais conspira contra a qualidade da imagem projetada é a presença de luz na sala. O que é verdadeiro quando a projeção é frontal. Por outro lado, os efeitos da luz são bastante atenuados quando a projeção é traseira. A explicação é simples. A projeção traseira é praticamente uma versão gigante de um aparelho televisor. Se não, vejamos. A fonte de projeção fica atrás da tela. Projetor e tela ficam confinados num espaço, cujas condições de iluminação podem ser convenientemente controladas. Como resultado, a qualidade da imagem praticamente independe da particular condição de iluminação na sala onde estão os espectadores. Por isso, a projeção traseira tende a ser sempre melhor do que a frontal.

Na projeção frontal típica, o projetor é instalado na própria sala de projeção, fixado no teto. Dadas as características físicas e de instalação dos projetores, é obrigatório guardar uma pequena distância vertical entre o nível do teto e o nível das lentes do projetor. Como usualmente a borda superior da imagem na tela deve coincidir com o nível horizontal das lentes do projetor, nas projeções frontais há sempre uma distância entre nível do teto e borda superior da imagem. Que é da ordem de 30 centímetros para a média das instalações. Essa distância pode ser entendida como a margem necessária e indispensável para acomodar fisicamente o projetor.

Já na projeção traseira esta margem é perfeitamente dispensável. Vantagem que se traduz na possibilidade de usar tela com altura maior.

A grande desvantagem da projeção traseira é a necessidade de "inutilizar" um espaço exclusivo, que fica dedicado para a compartimentalização do projetor. O que não acontece com a projeção frontal. Você decide.

2. TAMANHO E FORMATO DA TELA

Definido o tipo de projeção, você vai definir a altura da tela. E a seguir, seu formato.

Considere que ninguém na sala deve ficar mais próximo da imagem do que uma e meia a duas vezes a altura da tela. Nem mais longe do que oito vezes essa mesma altura. A partir de um croqui da sala com a mobília e a posição da tela, estes dados são suficientes para indicar a maior altura da tela, consistente com as recomendações usuais de especialistas e fabricantes.

A seguir, é preciso verificar se a sala comporta a instalação da tela com a altura pretendida. O ponto de partida é o pé direito livre da sala. Ou seja, a distância livre entre piso e teto. Lembre-se que a distância mínima entre a borda inferior da imagem e o nível do piso é 1 metro. E também, que o nível da borda superior da imagem depende da projeção ser frontal ou traseira. Uma vez estabelecida a altura desejada e possível, vamos aos formatos das telas.

Os slides são projetados na horizontal. Isto é, com mais largura do que altura. Entretanto, muitos deles podem ter sido montados com rotação de 90 graus. Então, com mais altura do que largura. Por isso, o formato 1:1, também chamado formato A/V, pouco usado na prática, é recomendado apenas para a projeção de slides.

O formato 4:3, ou formato vídeo, é o que vemos diariamente na televisão. Algo que já está conosco há mais de 5 décadas. Este também é o formato dos monitores de computadores. Portanto, 4:3 é o formato recomendado para a reprodução de programas de TV convencional, de imagens geradas por computadores, e de quaisquer filmes com este formato. A propósito, muitos filmes produzidos para cinema foram e ainda estão sendo transferidos para vídeo. E uma grande parte dessas versões adaptadas foi reproduzida para o formato 4:3. O resultado é que as novas imagens são ceifadas nas duas laterais, e deixam de mostrar tudo o que os diretores inicialmente pretenderam incluir nas cenas.

O formato 1:1,48, também pouco usado, é exclusivo e próprio para a projeção horizontal de slides.

O formato 16:9 é o da HDTV. Que estará conosco em breve. E o 1:1,85, também chamado widescreen, é o padrão de cinema comercial. Atualmente encontrado em muitos programas gravados em videolaser e DVD. Finalmente, o formato 1:2,35 é o que conhecemos como CinemaScope.

Antes de definir o formato de sua tela, pense bastante sobre todos os formatos existentes, procurando listar os que realmente podem lhe interessar. Em alguns casos a opção poderá ser feita por mais do que um só formato. Até bem pouco tempo atrás isso era bem problemático, exigindo a troca de projetores.

Atualmente, há muitos projetores de vídeo equipados com o recurso denominado multi-formato. Estas máquinas são capazes de projetar diferentes relações de aspecto, como por exemplo 4:3 e 1:1,85.

Com a altura já definida, e os formatos escolhidos, tome por base as relações de aspecto desses formatos para determinar a maior largura para a altura definida. Então, procure na tabela abaixo as dimensões iguais ou imediatamente inferiores ao que precisa. E terá as dimensões de sua tela estabelecidas com critério. A tabela mostra apenas os tamanhos mais comuns de telas. A medida nominal (a diagonal da tela) é indicada em polegadas. A altura (A) e a largura (L) são indicadas em centímetros.

Essas medidas são apenas aproximadas, já que há pequenas variações de um para outro fabricante.

Você deve saber de antemão os possíveis inconvenientes que podem ocorrer ao escolher dois ou mais formatos. Se a escolha recair numa tela com relação de aspecto 1:1,85, ao reproduzir o formato 4:3 haverão duas faixas verticais escuras, uma à esquerda, e outra à direita da imagem. Ao contrário, se a opção for pela tela 4:3, a reprodução do formato 1:1,85 deixará duas faixas, uma na parte superior da tela, e outra na parte inferior. Ao que se dá o nome Letterbox.

Esses inconvenientes podem ser facilmente superados com a escolha de algumas telas mais modernas, hi-tech e relativamente caras, equipadas com máscaras que, com a simples seleção do formato desejado, se deslocam automaticamente para os lugares das faixas.

3. TELA FIXA VERSUS MÓVEL E SISTEMA TENSIONADO

As telas fixas são praticamente

a única opção para a projeção traseira. Quando a projeção é frontal, as duas opções são possíveis. Do ponto de vista de qualidade de imagem, a tela fixa é sempre melhor opção.

As telas móveis com motor são geralmente escolhidas por razões estéticas. E pelo ambiente cinematográfico que sugerem. Mas também é possível esconder as telas fixas atrás de superfícies de acabamento, feitas de quaisquer materiais, que podem deslizar tanto no sentido horizontal quanto no vertical. E o movimento destas peças também pode ser motorizado.

Na tela móvel, o tecido fica enrolado sobre um eixo. Ao ser acionado o motor, o tecido se desenrola descendo até um ponto pré determinado. Para que não fique absolutamente solto, o tecido leva um peso em sua parte inferior, o que acrescenta estabilidade ao conjunto.

Para casos mais críticos de telas móveis, como as instaladas sem uma parede atrás, existem os sistemas de tensionamento, que evitam dobras e curvas nas partes laterais do tecido. Além disso, eles trabalham de forma tal que a superfície do tecido tende a permanecer bastante plana possível. O sistema de tensionamento é vantajoso mesmo quando a tela móvel é instalada contra uma parede.

4. GANHO DE IMAGEM E CONDIÇÕES DE LUZ NA SALA

O tecido de qualquer tela é constituído de um substrato ao qual se aplica uma ou mais camadas óticas.

Os materiais mais usados na fabricação do substrato são a fibra de vidro, o acrílico e o vinil. Os fabricantes os escolhem tendo em vista a particular aplicação imaginada para a tela. Por isso, são levadas em conta propriedades óticas, físicas e acústicas. Entre as propriedades óticas as mais importantes são a reflexão e a difusão. Entra as físicas, a resistência geral do produto para vida prolongada, sua estabilidade dimensional, e sua resistência contra rasgos e rupturas. A propriedade acústica mais estudada é a isolação de som.

No caso das telas fabricadas para projeção frontal, a camada aplicada ao substrato fica sempre na face vista pelos espectadores. Geralmente tem a forma de filme de PVC laminado ao substrato, ou diversos filmes com propriedades óticas, aplicados ao substrato por processos de difusão, ou ainda, lentes microscópicas de fibra de vidro, com formato semi-esférico, permanentemente engastadas no substrato.

Nas telas fabricadas para projeção traseira, o lado do projetor usualmente recebe lentes Fresnel, cuja tarefa principal é controlar o foco da luz incidente. O lado do espectador é fabricado com formato lenticular, em passos de cerca de 0,5 mm, ou com lentes esféricas alternadas com outras, para garantir maior concentração de luz. Agora a tarefa é controlar a distribuição da luz projetada.

Cada tipo particular de tecido reflete a luz que lhe é dirigida de uma maneira própria, e com seu grau característico de intensidade. O termo que descreve isso é ganho.

Define-se ganho de tela como a medida de seu brilho em comparação com o brilho de um bloco de carbonato de magnésio. A medida do brilho do carbonato de magnésio serve como padrão para a indústria. Portanto, a figura é arbitrariamente definida como sendo 1.0.

Os tecidos de boa lavra e de cor branca apresentam ganho de aproximadamente 1.0, com distribuição bastante uniforme de luz.

Para medir o ganho de uma tela, usa-se um goniofotômetro capaz de fazer a leitura da reflexão de luz do tecido.

Atualmente é possível fabricar tecidos para telas de vídeo projeção com ganho superior a 1.0.

Quanto maior é o ganho da tela, mais luz é transmitida para os espectadores. Por isso, telas com ganho elevado são recomendadas para ambientes onde a luz não pode ser facilmente controlada, ou onde as condições de iluminação não são adequadas.

As telas adequadas para ambientes muito iluminados ainda são capazes de apresentar excelente saturação de cores, mesmo na presença de consideráveis níveis de luz. O que se chama de capacidade de contraste. Às vezes isso é obtido pelo próprio processo de fabricação da tela, e às vezes com a aplicação de uma camada extra ao substrato. Neste caso, esta camada torna os elementos escuros da imagem ainda mais escuros, com grande melhora de contraste. Felizmente a camada extra não degrada nenhuma das características ou propriedades da tela.

5. ÂNGULO DE VISÃO

Quando a tela tem ganho superior a 1.0, a uniformidade de distribuição de luz não é a mesma em todas as direções a partir da tela. De fato, o ganho tende a se concentrar no eixo central e perpendicular da tela. A isto corresponde dizer que quanto maior é a angulação em relação à perpendicular, menor é o ganho.

Assim, imediatamente após termos escolhido o ganho da tela, é preciso verificar se o ângulo de visão possível com a tela pretendida realmente é capaz de nos satisfazer. Fazemos isso consultando as especificações da tela, particularmente seu ângulo de projeção, e conferindo essa figura com o croqui da sala com a mobília e a posição da tela.

Em geral, ao tratar da aplicação de suas telas, os fabricantes já informam quais os ângulos para os quais seus tecidos foram fabricados.

Falamos antes de telas planas. É em razão das curvas que algumas telas não são fabricadas planas, mas anguladas, tendendo ao côncavo.

Entretanto, como fica fácil entender a estas alturas, não é qualquer tela côncava que serve para qualquer ambiente. Ao contrário, é realmente muito difícil fazer a opção por telas não planas. A maneira mais segura de enfrentar isso é procurando ajuda especializada. E a melhor que conheço é a oferecida pela Sigma Design Group (SDG), de Santa Monica, California. Trata-se de uma empresa mundialmente reputada como muito competente. A SDG desenvolve seu trabalho com a ajuda de computadores, e o objetivo é sempre determinar qual a melhor curvatura e forma física mais adequada da tela, para uma dada condição de uso.

Por outro lado, alguns fabricantes já oferecem quadros com curvaturas padronizadas, sobre os quais os tecidos poderão ser fixados. Estes fabricantes estão em condições de oferecer alguma ajuda para o interessado. Inclusive por telefone.

6. TIPO E MODELO DE PROJETOR DE VÍDEO

Essa é outra variável dos tecidos das telas. Alguns deles possuem predicados que os tornam mais adequados para trabalhar com projetores LCD. Outros são fabricados exclusivamente para trabalhar com projetores de 3 canhões tipo CRT (tubo de raios catódicos). Há telas próprias para trabalhar com projetores assistidos por dobradores ou quadruplicadores de linha, e mesmo para HDTV. E assim por diante.

Escolher a tela própria para nossas condições de projeção é muito importante porque desse modo podemos ter certeza de que a tela fará as correções de cores, o controle de balanço de cores, sempre de acordo com o que é preciso.

Também há telas multiuso, fabricadas para trabalhar com diferentes tipos de projetores. Mas prefira sempre os modelos específicos.

7. ORTOFONIA

Se você quiser instalar a caixa acústica do canal central atrás da tela, o que por sinal confere elevado senso de realidade aos diálogos de qualquer produção moderna, é preciso que o tecido da tela seja ortofônico. Ou seja, acusticamente transparente.

No caso do cinema, as caixas acústicas ficam atrás das telas. E estas usam tecidos ortofônicos com cerca de 60.000 microfuros por m². O que ainda é pouco. Por isso, os programas precisam ser reproduzidos com caixas acústicas de alta eficiência, e ainda, tratados com overdoses de equalização.

Tudo para superar as perdas impostas pelos tecidos. Mas muitas das telas fabricadas para projeção de vídeo em residências e empresas superam o problema usando tecido ortofônico com 300.000 furos por m². Ou mais.

Se você optar por tecido ortofônico, sua escolha deverá recair numa destas telas.

8. FACILIDADE PARA LIMPEZA

Muitas telas são fabricadas de modo que possam sofrer limpeza periódica. O que é absolutamente importante em grandes centros urbanos, onde a poluição é parte integrante da vida cotidiana dos habitantes.

9. RESISTÊNCIA À UMIDADE, AO CALOR E A FUNGOS

Estes são pré requisitos aos quais só damos valor quando já é tarde. Portanto, lembre-se de incluí-los em sua lista. Especialmente se a tela vai ser instalada no litoral, ou em regiões nas quais a umidade relativa do ar é muito reduzida.

10. ACABAMENTO

Mesmo telas fixas podem ter acabamento moderno e ajustado para nosso ambiente. Vale a pena conferir as opções oferecidas pelos fabricantes. Que aumentaram muito nos últimos dois ou três anos.

 

Fonte: http://revistahometheater.uol.com.br/site/tec_artigos_02.php?id_lista_txt=13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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